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Minist√©rio da Sa√ļde espera receber 30 freezers para armazenar vacinas da Pfizer

Por P.A 24H em 15/05/2021 às 01:56:36

O governo Jair Bolsonaro espera receber um carregamento com 30 freezers para armazenamento das vacinas da Pfizer nos próximos dias. O secret√°rio-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, disse que os equipamentos têm capacidade para armazenamento a -80¬ļC e ser√£o distribuídos um para cada unidade da federa√ß√£o, com exce√ß√£o de S√£o Paulo, Rio e Minas Gerais, que, por serem mais populosos, receber√£o duas unidades. Nesta sexta-feira, 14, o governo brasileiro concluiu a assinatura do contrato que prevê a entrega de 100 milh√Ķes de doses adicionais da vacina Pfizer. Um primeiro contrato com outras 100 milh√Ķes j√° est√° em vigor e o país recebeu os primeiros lotes da vacina com cerca de 1,6 milh√£o de unidades. Além disso, de acordo com o secret√°rio, foram abertas negocia√ß√Ķes com o laboratório chinês Sinopharm para adquirir mais 20 milh√Ķes de vacinas. A vacina j√° teve aprova√ß√£o para uso emergencial e é uma das que entregam o Covax Facility, consórcio internacional de vacinas administrado pela Organiza√ß√£o Mundial da Saúde (OMS).

Segundo Cruz, o novo contrato com a Pfizer prevê a entrega das novas doses de outubro a dezembro, mas o laboratório sinalizou que poder√° antecipar a entrega de 30 milh√Ķes deste novo carregamento em setembro. Nos novos freezers, é possível armazenar a vacina por até seis meses. Além disso, o governo brasileiro espera uma resposta da FDA, a agência de vigil√Ęncia americana, a um pedido feito pela Pfizer de autoriza√ß√£o para o uso das vacinas do laboratório até 30 dias após o descongelamento. Atualmente a vacina pode ficar até duas semanas em freezers com -15 a -25¬ļC e até cinco dias descongelada. “A Pfizer j√° avan√ßou nos estudos e identificou que a vacina é est√°vel por até 30 dias após descongelamento e protocolou pedido para o FDA se manifestar sobre essa possibilidade. Com 30 dias ser√° bem f√°cil (a logística de distribui√ß√£o no Brasil)”, completou Cruz.

O secret√°rio disse que vem conversando com todos os laboratórios para antecipar, se for possível, a entrega de vacinas j√° contratadas. Uma das apostas também é a troca de vacinas com países que j√° têm estoque o suficiente – principalmente os Estados Unidos – e que têm entregas previstas agora. A ideia é convencer esses países a entregarem as doses para o Brasil e receberem as que o País tem contratada para o futuro. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chegou a indicar em maio que o Brasil pode estar entre os países que ir√£o receber doses da vacina contra covid-19 que ser√° compartilhada pelos americanos. Os EUA anunciaram que ir√£o destinar 60 milh√Ķes de doses do imunizante da Oxford/AstraZeneca a outras na√ß√Ķes. Até agora, porém, n√£o foi feito nenhum compromisso nesse sentido.

Coronavac

De acordo com o secret√°rio, o governo j√° conseguiu “zerar” a falta de doses para a aplica√ß√£o da segunda dose da vacina Coronavac nos Estados. “Pedimos um levantamento para todos os Estados e municípios e o déficit era de dois milh√Ķes de doses. Mandamos quatro milh√Ķes. A orienta√ß√£o do ministério é que, quando for dada uma D1 (primeira dose), se guarde a vacina para a D2 (segunda dose) nos casos da Coronavac e da Astrazeneca, por seguran√ßa”, completou.

*Com informa√ß√Ķes do Estad√£o Conteúdo

Fonte: JP

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