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Na Região: Voluntário se veste de super-herói e "salva o dia" de pacientesem Hospital

Ele visita o hospital uma vez por semana e ajuda a melhorar o ambiente na ala pediátrica.

Por P.A 24H em 19/09/2019 às 18:08:59
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Nas telonas do cinema, os super-heróis ajudam a salvar a humanidade. O agente de saúde Francisco Alves da Silva Júnior se veste de Capitão América para ajudar a 'salvar' o dia das crianças que estão internadas na Santa Casa. Ele visita o hospital uma vez por semana e ajuda a melhorar o ambiente na ala pediátrica.

"É muito bom ele vir aqui porque alegra mais um pouco a gente", destaca o paciente João Pedro Pascoal Silva, de 9 anos.

Francisco, caracterizado dos pés à cabeça como o super-herói, faz sucesso desde que entra no hospital. Primeiro com os funcionários, que pedem fotos para mostrar a visita ilustre às crianças da família. Depois por entre os quartos, onde é querido desde os recém-nascidos até pelos pais dos pacientes.

Em cada quarto que visita, Francisco cumpre o papel de herói. Se preocupa com a saúde de cada criança, brinca, distribui carinho, deseja melhoras e se emociona muito. Com lágrimas nos olhos, ele conta que cada visita é única e gratificante para ele.


"A sensação que este trabalho traz para o coração não tem dinheiro no mundo que pague. Todas as visitas transmitem uma emoção diferente", conta Francisco.


"Desde o recém nascido, que parece não estar entendendo nada, quando você vê a emoção do pai, que chega a chorar na sua frente porque você foi visitar o filho dele, é muito emocionante. Quando a criança vem, me abraça, e agradece por estar ali, é também muita emoção. Porque a criança não vê a pessoa, ela vê o super-herói, e acredita nisso", destaca o agente de saúde.

Super visitas

Quem recebe a visita compartilha da alegria de Francisco. Em um dos quartos em que o Capitão América passou, estava João Pedro Pascoal Silva, de 9 anos. Quando o super-herói entrou pela porta do quarto, o menino havia acabado de receber alta, depois de passar quase uma semana internado para se recuperar de um quadro de apendicite.

João Pedro conta que os dias no hospital são difíceis porque precisa passar muito tempo sozinho. Mas receber o Capitão América foi uma super visita. Enquanto conversava com o menino, Francisco fez recomendações para que ele se empenhasse na recuperação porque os Vingadores precisavam de um reforço.

Durante os dias que esteve internado, João Pedro participou também da primeira sessão de equoterapia realizada na Santa Casa, na qual cavalos treinados visitam os pacientes. Prestes a sair do hospital, o menino planeja como contar as experiências para os amigos.

"Para os meus amigos eu vou falar que eu estava aqui no hospital internado porque eu operei de apendicite, aí eu andei de cavalo, vi o Capitão América e ele me convidou para os Vingadores. Foi muito legal, muito mesmo", ensaia João Pedro.

A mãe do menino, Diana Cristina Pascoal, também elogia o trabalho de Francisco.

"Eu acho bom porque anima muito a criança. É uma coisa muito boa a se fazer, viu? Seria bom se todo hospital tivesse isso, eu acho que ajudaria bastante. É importante porque as crianças se animam. Dentro de um hospital não é fácil ficar, eles ficam só fechados aqui, dão uma voltinha no corredor, e quando chega um super herói dá um ânimo a mais para eles", comenta.

Gratificação

Francisco conta que escolheu se vestir de Capitão América porque desde criança é fã de super-heróis. E a escolha pelo personagem foi bem planejada.

"O Capitão América é o super-herói que simboliza a doação, fazer tudo em prol do outro. É se sacrificar pelo bem dos outros. Eu me identifico muito com isso", explica Francisco.

A ideia para o trabalho voluntário veio depois de conhecer o trabalho de um grupo de amigos de São Paulo (SP) que se caracteriza como os heróis para visitar hospitais e creches. Há cerca de quatros meses, ele investiu em um traje feito sob medida e cheio de detalhes e separou um tempo para as visitas.

Para Azér Elias Zenun Junqueira, superintendente da Santa Casa, receber a visita do super-herói é uma alegria e contribui com o processo de humanização do hospital.

"Receber o Capitão América foi uma surpresa boa para nós, ele traz uma alegria, um alento e ajuda na cura dos pacientes. As crianças ficam muito felizes e os pais ficam até muito mais".

Já para o agente de saúde, o retorno para a dedicação é ver a alegria de quem recebe a vista do personagem caracterizado por ele.

"A visita nos hospitais é muito gratificante. É um ambiente cansativo, pesado. Geralmente os pais estão há muitos dias cansados, e quando você chega, mesmo que só para fazer uma visita, a criança parece que coloca uma tomadinha no carregador e começa a ter mais energia. Isso acontece com os pais também", relata o agente de saúde.

"Este projeto me fez ver coisas que, até então, eu não estava acostumado. O simples fato de estar vestido como um super herói e ir até as crianças, mostrar que há uma preocupação em saber como ela está, faz com que a criança desperte para ser uma pessoa melhor", finaliza Francisco.

Fonte: G1

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