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Policial penal da Unidade Materno Infantil no RJ celebra a expectativa de ser 'mãe de farda' aos 44 anos

Por P.A 24H em 08/05/2022 às 05:33:06
Carmem Lúcia Freitas Silva contou com 'vaquinha' organizada por colegas de profissão para pagar a fertilização in vitro e realizar o sonho de engravidar. Policial penal do RJ celebra 'barrigão' de mãe aos 44 anos

O "barrigão" de grávida é a realização de um sonho antigo da policial penal Carmem Lúcia Freitas Silva, de 44 anos. Sorridente, a servidora trabalha na Unidade Materno Infantil do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.

Mas os desafios da "mamãe de farda" vão além de supervisionar, acautelar e dar suporte às presas da unidade prisional. A policial penal contou que a maior batalha que enfrentou até hoje teve início há seis anos, quando decidiu realizar o sonho da maternidade.

Para Carmem, o trabalho árduo e sensível dentro de um presídio destinado a mães presas, de certa forma, a capacitou para a "missão" que logo chegaria.

Carmen Lúcia, mamãe fardada da Seap

Divulgação/Seap

"Trabalho com gestantes e lactantes há dois anos. Hoje, entendo que o plano de Deus me preparou para o que vinha pela frente", disse a policial penal.

Carmen Lúcia recorreu à fertilização in vitro, uma escolha feita a partir da dificuldade para engravidar por outros métodos. Mesmo assim, foram três tentativas até o embrião vingar. Grávida há seis meses, a policial está a espera de Ryan.

Família e fé foram essenciais, segundo a servidora. Ela ressalta, ainda, o apoio de colegas de profissão, que incluiu suporte emocional, psicológico e até financeiro, com uma "vaquinha" que ajudou a custear a fertilização.

"Sou muito grata pelo meu trabalho. Tive ajuda de amigos da Seap [Secretaria de Administração Penitenciária] que fizeram uma vaquinha online pra me ajudar no tratamento", comemorou.

Emocionada, Carmen Lúcia acredita que a fama de "durona" no trabalho pode mudar com a maternidade.

Na Unidade Materna Infantil, a policial acompanha as presas que passam o tempo da amamentação com filhos que nasceram dentro do sistema prisional. Depois desse período, os bebês são encaminhados às famílias.

A servidora contou que testemunhar essa ruptura, agora como mãe, vai gerar um "sentimento diferente" nela.

Fonte: G1

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