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Sindicância contra médico de Mogi acusado de passar as mãos em paciente grávida durante ultrassom é arquivada

Por P.A 24H em 24/05/2022 às 21:11:14
A mulher que denunciou o médico à polícia estava grávida de cinco meses. Ela foi fazer uma ultrassonografia no Pró-Mulher quando o caso aconteceu. Sindicância contra médico acusado de assédio a paciente grávida em ultrassom é arquivado

Sindicância contra médico acusado de passar as mãos em paciente grávida durante ultrassom foi arquivado, segundo informou a Prefeitura de Mogi das Cruzes nesta terça-feira (24).

A mulher que denunciou o médico à polícia estava grávida de cinco meses e foi fazer uma ultrassonografia no Pró-Mulher, da rede municipal de Mogi.

“Ele mandou eu me deitar. Eu me deitei já com o botão aberto da calça, mostrando a barriga para ele fazer o ultrassom. Abaixei um pouquinho a calça, ele sentado do meu lado, pegou e falou assim: "você vai ter que abaixar mais um pouquinho mais a calça", já passando a mão nas minhas pernas. Eu falei assim: "está bom, moço?". Aí ele pegou, com a mão nas minhas pernas, e falou assim: "agora você vai ter que abaixar a calcinha", já indo colocar a mão lá. Nisso, que ele já ia colocar a mão lá para abaixar a minha calcinha, eu levantei. Levantei e falei assim: "moço, eu não quero mais ser atendida por você. Eu quero ser atendida por uma médica. Aí ele falou assim: "por que você não quer ser atendida por mim?"". Eu falei assim: "porque eu não quero mais ser atendida por você, eu quero ser atendida por uma médica”, contou a paciente na época da denúncia do caso.

O secretário de Saúde de Mogi das Cruzes também falou com na época e falou sobre o procedimento.

“A partir do momento que nós tomamos conhecimento do fato, nós chamamos o profissional aqui, conversamos com ele. lemos qual é o relato que ele descreveu do ocorrido no prontuário da paciente. Toda essa documentação está à disposição dentro dos preceitos éticos. Agora, vamos chamar a paciente para poder conversar com ela e saber realmente o que aconteceu”, explicou Zeno Morrone Júnior, secretário de Saúde do município.

Em nota, a prefeitura disse que a comissão especial de sindicância arquivou o processo por falta de elementos probatórios. Disse que o processo de apuração seguiu todos os ritos jurídicos logo após o ocorrido.

A Secretaria de saúde de Mogi disse ainda que reiterou alguns cuidados nos atendimentos médicos, em especial para realização de exames de ultrassonografia, como disponibilizar um profissional de enfermagem para o acompanhamento. Os pacientes também podem entrar com um acompanhante.

Já a Secretaria de Estado de Segurança Pública contou que o caso é investigado por meio de inquérito policial instaurado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Mogi das Cruzes e que diligências seguem em andamento para esclarecer os fatos. No entanto, os detalhes vão ser mantidos em segredo por conta do tipo de denúncia.

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Fonte: G1

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